segunda-feira, 25 de março de 2013

Histórias do espaço


Eu preciso trabalhar! Eu quero conquistar aquela garota. Minha mãe está doente... Como vou conseguir dinheiro amanhã? Porque eu não consigo dormir?! Nossa que dor de cabeça. Olha aquele sapato, como é lindo, vou comprar! Ai que fome, será que vou conseguir comer alguma coisa antes de anoitecer? Que lindo essas estrelas no céu. Onde deixei as chaves do meu carro? Que droga de dia! Quem são meus pais de verdade? Que frio! Que calor! Você tem talento, sabia? Cai fora daqui! Você não é nada! Ah como eu te amo! Te odeio, seu bobo!  Não sei o que faria sem você. Mas... Pai. Calado!

E assim o desenrolar da vida acontece, mas como eu posso nomear essa coisa tão estranha que eu não compreendo. Casa, é bom estar em um pedaço de rocha voando ao redor de uma estrela. Tudo o que somos, tudo o que fomos, tudo o que aconteceu, tudo o que vamos fazer está nesse bloco de terra.  Ao dia a estrela queima a superfície do pedaço de asfalto em frente minha casa. À noite postes ofuscam as outras estrelas, enquanto os habitantes dormem. Outros loucos escrevem e soltam suas emoções, sensações e pensamentos enquanto as outras pessoas do bloco de rocha tentam matar uma as outras para em nome da vitória fiquem com uma minúscula fração do assim chamado mundo, por um minúsculo espaço de tempo. Ao mesmo tempo preconceitos, ódio e ambição fervilham nas mentes desses pequenos habitantes. Nesse meio tempo existe o amor e a ternura maternal, que consola os filhotes de seres humanos. Eles se apoiam muitas vezes em lideres mentirosos, egoístas e até loucos. Todos com o medo do incerto desconhecido querem se apegar as raízes fincadas por outros na areia.

Em busca do certo está o incerto, pra quem que às vezes muito procura a verdade acaba por descobrir que não existe verdade na crença em algo sem provas. Afogados no oceano cósmico estão esses animais malucos que constroem caixas de concreto que parecem tocar o céu e fazem maquinas voadoras para ficar mais próximas de lugar nenhum. Que por sua vez querem estar conectados, mas estão cada vez mais sozinhos. Criam regras e regam a vida de compromissos chatos para conseguir comer o pão de cada dia enquanto o pedaço de rocha fica girando ao redor de algo brilhante o suficiente para cegar os olhos de qualquer um e que os humanos chamaram de estrela...

E no fim é só a terra girando ao redor do sol na fria imensidão do espaço desconhecido por todos, mas que inspira romance a qualquer escritor fascinado com descobertas.

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